Seneca, A vida feliz

Características da Felicidade:
• Paciência espontânea;
• Estar voltado com carinho para tudo que promove qualidade de vida;
• Ausência de submissão cega ou aos caprichos da sorte ou às paixões. p.20.

Ninguém é bom ou mau só para si. O homem só se realiza com os outros. Portanto, a honestidade implica socialidade. p.22.

O influxo acalorado do prazer submete o homem a um tipo de servidão sob o  comando de eventos aleatórios da exterioridade, com sua tendência afanosa de prazer e gozo. Ora, isso tudo gera insegurança e produz trepidação angustiante. p.22.

Temos necessidade de alguém, já iluminado, que mostre o traçado já percorrido.

Não há felicidade fora da verdade.

Em campo semeado de trigo, nascem, cá e lá, flores. Não é por causa de tais plantas, ainda que belas para os olhos, que foi feita toda aquela fadiga. Bem outro era o intento de quem semeava. O mais é acréscimo eventual. Assim também o prazer não é o preço nem a causa da virtude, e, sim, um acessório dela. Não é porque deleita que é receptiva, mas, embora deleitando, tem receptividade. p.45

Para tais aberrações ela (a virtude) tem ouvidos MOUCOS. p.46

Por que há mais coragem em teus discursos do que em tua vida?

Ele assegura que essas coisas são desprezíveis, não no sentido que não devam ser possuídas e, sim, que devam ser tidas sem ansiedade. Assim, não as lança fora, mas, ocorrendo a perda delas, persiste a caminhada, tranquilamente.

O sábio não tem pouca estima de si caso seja de baixa estatura, embora desejasse ser mais alto. Se for de porte franzino fisicamente ou carente de um olho, assim mesmo manterá a consciência de seu valor, preferindo, sim, ser robusto, mas sem esquecer que dentro de si existe algo de mais valioso.

Afirmo que as riquezas não são coisas boas em si mesmas. Se, realmente, fossem, então elas nos tornariam bons. Não consigo definir como coisa boa em si aquilo que integra também a vida de indivíduos maus. De outro lado, estou convencido de que, possuí-las seja lícito e útil, já que melhora a qualidade de vida.

 Brigar contra os céus é dar murro em ponta de faca.

Sócrates faz da alma a sede suprema da dignidade humana porque nela residem a sabedoria e a virtude. Daí decorre a necessidade de cuidar de si. A alma vale mais para o corpo.

Ninguém nasce para a desgraça e, sim, para ser feliz.

“O que é essa felicidade que todos procuram?”
– Para uns a felicidade do bem viver resume-se no desfrutamento de prazer sensitivo. Quanto mais gozo, mais bem-estar geral. Aristóteles classifica tal concepção de vida escravidão e pura animalidade.
Para muitos outros a felicidade consiste em amontoar riqueza.
Quando fazem dos bens materiais a finalidade da vida, então, segundo Aristóteles, tais indivíduos confundem meios com fins e descambam para equívocos existenciais insanáveis.
O verdadeiro bem que realiza e felicita a vida humana só pode ser algo que diferencia o ser humano de todos os outros animais. Tal bem deve estar adequado a sua natureza racional e livre. Eis porque o bem supremo do homem resite na prática da virtude cujo esplendor produz satisfação que irradia alegria, tranquilidade e bem-estar perene.
Destarte, Aristóteles identifica a felicidade como realização existencial em meio à prática das virtudes cujo objetivo derradeiro é a posse do sumo bem.

 

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Original title: De vita beata, Lucio Anneo Seneca

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